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Renda média rural recua novamente no sul de Minas.

Publicado: Segunda, 11 Novembro 2013 10:02

Renda do produtor rural do Sul de Minas Gerais recua conforme dados levantados pelo Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA), por meio dos cálculos dos Índices de Preços Recebido (relativos aos preços recebidos pelos produtos comercializados pelos produtores) e Índices de Preços Pagos (relativo aos preços pagos aos insumos para produção). De acordo com a pesquisa coordenada pelo Professor Renato Fontes, pode-se observar que o preço dos insumos agrícolas se manteve estável, porém com a queda do IPR em -2,58% puxada pela queda nos preços de venda do café e grãos, o produtor rural no mês de outubro apresentou perda em sua renda.

O grupo café vem sendo desde o inicio de 2013 o grande vilão dos produtores do sul de minas, pois este já acumula no ano de 2013 uma queda em seu preço em -28,67%. Este fato pode ser explicado pela teoria econômica, conforme o professor Renato Fontes, como sendo o excesso de oferta de café, não só a nível nacional, pois outros países produtores de café, como Colômbia e Vietnam, vem apresentando altos incrementos na produção do grão, o que leva a um excedente da commodity no mercado internacional, deprimindo os preços cada vez mais para os produtores.

Outro grupo que se mantém em baixa no acumulado de 2013 é o grupo dos grãos (Arroz, feijão, milho) que além de estar em queda de -3,87% na comparação com o mês anterior, no acumulado de 2013 apresenta baixa de -9,98%.

Já o grupo das hortaliças obteve que vinha acumulando quedas de preços já há alguns meses, neste mês de outubro reverteu a tendência de queda com uma elevação de 1,20% e acumulando alta em 2013 de 17,09%. Para o professor Renato Fontes, pode ocorrer uma boa reação nos preços dos hortifruti, por causa da aproximação do verão onde geralmente há o aumento das chuvas, diminuindo assim a oferta dos produtos.

O leite vem se destacando por estar em alta desde o inicio do ano de 2013. Essa alta no acumulado de janeiro a outubro é de 13,50%, e no comparativo com o mês anterior, o leite obteve nova alta, porem desta vez um pouco menor que as anteriores, sendo ela de 0,89%. O preço atingiu um patamar elavado e agora a tendência é de se estabilizar, uma vez que a demanda pelo produto também esta mais estável e a oferta tende a se elevar internamente, pelo a proximidade do período das águas que favorece a desenvolvimento do pasto e consequentemente melhora de alimentação do rebanho leiteiro.

Renato Elias Fontes
Professor DAE/UFLA

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